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Internacional 104 Anos de Alegria e emoção


Há exatos 104 anos atrás nascia o melhor clube do Rio Grande do Sul. Os jovens Poppe Leão que fundaram o clube mais glorioso do sul do Brasil, mal tinham ideia do que estavam criando. Um clube que foi se superando ao longo do tempo. Desde aos primeiros dias na Chácara até o futuro glorioso do Beira-Rio. Nasci no Clube do Povo, juntando todos no meu time. Veio o Rolo Compressor. Um time vitorioso que massacrava os adversários, principalmente o co-irmão Grêmio com placares elásticos. Depois do Rolo Compressor, ganhei minha primeira Copa. Em 1950, meus Eucaliptos foram mostrados ao mundo inteiro numa Copa marcada pelo Maracanazo Uruguaio. Anos depois, em 1969, fiz uma coisa que nenhum outro time fez: Ergui um Gigante das águas com minhas próprias mãos. Com estádio novo, botei o Brasil no bolso com a garra de Figueiroa e seu místico gol iluminado, com a garra de Caçapava, com a elegância de Falcão, o Rei de Roma e com a força de Valdomiro. Essa geração me deu o Brasil durante dois anos seguidos e depois em 1979, de forma invicta. Nos anos 80, emprestei meu time para disputar as Olimpíadas em 1984, ano em que venci uns tais de Barcelona e Manchester City, faturando o Joan Gamper. Depois vieram tempos difíceis, mas venci a Copa do Brasil em 1992, ganhando o Brasil novamente. Vieram tempos difíceis, em que quase fomos parar no fundo do poço junto ao rival segundino, mas provamos que somos o maior do Rio Grande e não caímos. Até que chegou a nossa vez. Chegou a era gloriosa. A melhor parte da nossa história. Começamos com um triste vice no Brasileirão 2005, com eles quase ganhei o Brasil pela quinta vez, em que um simples pênalti em Tinga fez a diferença. Até que chegou 2006. Perdi em 2005, perdi o Brasileirão em 2006, mas precisava, era obrigação a Libertadores em 2006. Comecei na Venezuela, contra o singelo Maracaibo, um empate. Mas depois vieram os outros jogos. Com Tinga fui raça, com Índio fui atitude, com Iarley fui eficiência, com Sóbis fui habilidade e com Fernandão fui ídolo. Vencemos o São Paulo com um Morumbi lotado, que estava esperando o Bi Tricolor, e vencemos com a ousadia de Sóbis. No Beira-Rio, em jogo de raça, segurei o jogo até o final e conquistei a América. Meses depois, em Yokohama, fui jogar contra o todo - poderoso Barcelona, que tinha um tal de Ronaldinho Gaúcho. o melhor do mundo. Joguei o meu futebol, armado por Abel Braga e concretizando, tornado-se místico nos pés de Fernandão, Iarley, Clemer e Gabiru. Ganhei o mundo. Eu era o maior. O Maior dos Maiores. Anos depois dessa glória vieram outras como a Recopa, o inédito título da Sul-Americana, na qual venci o Boca na Bomboneira e fui vice do Brasileirão 2009. Em 2010, precisávamos reconquistar a América. Fabiano Eller, Bolívar, Renan, Tinga, Índio, Sóbis,etc, estavam lá também. Venci o Estudiantes na fumaça de La Plata e, de calcanhar, fui Alexsandro oportunista. O Elenco não era o mesmo, vieram D'Alessandro, Leandro Damião, Guiñazu, um time de guerreiros que venceu os mexicanos do Chivas. Hoje, estou aqui. Completando 104 Anos de glória com o Brasil e o Mundo aos meus pés, ensinando o Brasil a jogar futebol. Esse ano, buscarei ganhar o Brasil novamente e continuar esse ciclo glorioso. Sou o Maior do Rio Grande do Sul e isso ninguém muda. Campeão de Tudo só existe um e esse Cara sou Eu.

Renan Santos - Goleiro juvenil Pelotas.
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